quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Vegetariano e o seu Direito de se Exibir

"Creio que esta opção não esteja fundada apenas numa tentativa de protesto diário, declarada "revolução" ou de compaixão, mas também e mais ainda fundamentada no respeito pelo próximo, pela natureza, pelo espaço e pelo recurso que temos para existirmos, se eu tenho recursos com os quais não preciso matar outro ser que tem nervos e sente dor e não é necessário para nossa alimentação, então estamos submetidos ao prazer vil de sabor.?
Temos vários ótimos em culinárias alternativas sem carne. Não seria mais um "prazer" que nossa sociedade nos fornece a um preço barato e justificado por nossa "cultura"?, afinal pra que serve ter autenticidade e continuar a manter padrões arcaicos de tempos diferentes que os nossos?
A criação é tão valorizada!, pra que esta repetição grande do que estamos cansados de saber?

Nossa cultura simplesmente criou um mundo onde uns sofrem, outros são assassinados, outros submetidos à humilhações morais a troco de um celular bonito, um carro com cheiro de ar condicionado e borracha e dois ingressos pro cinema todo final de semana. Estes valores já eram, quem tem isto está entediado, não aguenta mais esta vida absurda. O fato é que ninguém aguenta mais.

Acho que está mais que na hora de olharmos com outros olhos para todos, não somente para os animais.

Assim como não devemos tratar os animais com desprezo e violência, os humanos que mantém esta dieta de comer carne também não devem ser exorcizados por seus hábitos de comer carne, precisamos de uma nova visão de mundo, fundamentada na Educação, Amor e Respeito com o próximo. Não na mesma violência que até hoje financia a indústria da carne, testes da ciência, casacos de pele e canis.

Tendo estes parâmetros como virtude, não haverá mais matadouros e açougues."


E tem como acreditar que estes ordinários tem coração?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Tragédia

E a nossa existência é quase que um mito
Como ver um cigano na beira da estrada,
A gente num sabe se alhegra, ou se fica com medo
Mesmo eles sentados, rendidos e com a lona esticada

Será que eles olham pra gente igual?
Ou olham como se estivéssemos olhando prum marginal?
Por fim. Quem mata mais?
Quem vê e acusa? ou quem acusa porque nunca viu?

Dirão: o que foi Dito?

Nestas pedras em que hoje eu piso
De outros homens e animais já foi cenário
Ce hoje aqui habita estes tijolos
Que tentam sufocar os fantasmas que por aqui passaram
E aqui deixaram seu ar sair pelo corpo
Esse ar ainda quente, seu aroma ainda sinto.

Não precisa temer sua presença
Quem sabe não precisam de ajuda assim como eu?
Como você. Como nós. no final, quem é quem?
Quem decide num sou eu.
Quem decide num é ele.

Hoje não os vejo mais aqui.
Mas num é por isso que num vou pagar meu tributo!

Aqui choraram, aqui riram.
Aqui plantaram, aqui morreram.
Como um dia pra este lugar morrerei
Mas antes disso deixarei
O ar do meu pulmão sair em forma de poesia

Quem sabe um dia bem longe no futuro num lembrarão deste poema?
e Quem sabe num sou eu quem está é agora desmaracutano este dilema!?

Bate na janela. Por favor. (ou No Embalo)

(...noite afora, quase amanhecendo)

E aquele debate num acabava mais
De dois bêbados, um patrão
o outro capataz
Sentiram uma pedrada na janela,
Os dois pensaram calados e espantados;
"-Quem sabe não é ela?"

Porém continuaram o debate,
de certo era alguma beata do padre
ou algum velho resmungão
Que num aproveita a vida,
Nem pra apreciá escondido
uma briga fresca sem ficá ofendido.

Na janela pedra bateu novamente
de uma delicadeza aparente
Que só podia ser uma dama

Daí que a briga se acirrou
"-É a dama!"
Os dois tinham certeza,
mas ignoraram mais uma vez,
doidos de esperança que ela tivesse ouvindo,
e de certo que ela ficaria excitada
com o ganhador dessa luta acirrada, na cama.

Dois bobos eram, porque motivo pra briga num tinha
E na verdade era o vento que a janela sacudia
Eles queriam mesmo era a fantasia
De quem se deixa levar pelo embalo de uma boa companhia.

Pra que?

Castiguei, castiguei mesmo,
Castiguei porque mereceu,
senão eu num tava com essa sensação de satisfação
que brota de dentro de mim.

Volta e meia quando um chôro atinge meu ouvido
Nem sequer chocado fico...

...De tanto ouvir pranto
Meu ouvido se apredrô
De tanto rezá pra santo
Meu juelho se quebrô
De tanto me paralisar por espanto
Nem susto mais eu te dou

Que é na verdade isso que tu sente falta
De me atrevê a te deixar com medo
Da minha garantia de fidelidade
De te fazê olhar pra mim até com piedade

Como quem pega um pássaro caído do ninho
E cuida, pra soltar, e chega o dia;
Que o pássaro descobre que tem asas
e se pergunta...; pra que se atrevê a voltar?

Prego

E num precisa de nenhuma explicação
porque explicar é o mesmo que dar sermão
Só dá exemplo aquele que viu a cagada,
Mas quem fez a cagada num faz igual
num faz não, sabe porque?
porque ninguém ta afim de ouví prego dando semão.